Acendimento das Velas de Chanukah

Primeiro, acende-se o shamash (vela central), depois pronuncia-se as seguintes bênçãos:

1. Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech Haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu lehadlic ner Chanucá.

>Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos, e nos ordenou acender a vela de Chanucá.

2. Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech Haolam, sheassá nissim laavotênu, bayamim hahêm, bizman hazê.

>Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que fez milagres para nossos antepassados, naqueles dias, nesta época.

Na primeira noite ou pela primeira vez, acrescenta-se:

Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech Haolam, shehecheyánu vekiyemánu vehiguiyánu lizman hazê.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos deu vida, nos manteve e nos fez chegar até a presente época.

Hanerot halálu ánu madlikin al hateshuot, veal hanissim, veal haniflaot, sheassíta laavotênu, bayamim hahêm, bizman hazê, al yedê cohanêcha hakedoshim. Vechol shemonat yemê Chanucá, hanerot halálu côdesh hem, veen lánu reshut lehishtamesh bahen, êla lir’otan bilvad, kedê lehodot ul’halel leshimechá hagadol, al nissêcha, veal nifleotêcha, veal yeshuotêcha.

Nós acendemos estas luzes em virtude das redenções, milagres e feitos maravilhosos que realizaste para nossos antepassados, naqueles dias, nesta época, por intermédio de Teus sagrados sacerdotes. Durante todos os oito dias de Chanucá, estas luzes são sagradas, e não nos é permitido fazer qualquer uso delas, apenas mirá-las, a fim de que possamos agradecer e louvar Teu grande nome, por Teus milagres, Teus feitos maravilhosos e Tuas salvações.

 

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Vayishlach – Estudo da Torah

Parashá Vayishlach – E Enviou
Obadias 1 : 1-21
Brit Hadashá – I Coríntios 5:1-13; Apo 7:1-12

Nesta semana iremos levar as nossas almas para uma dimensão elevada que é vencer o orgulho, humilhar-se para ser cabeça. Só a humildade é capaz de nos tornar cabeça e não calda, e então sermos o líder da nossa história, do nosso destino. A humildade é o eixo que faz girar o círculo da vida e nos leva ao crescimento e ao amadurecimento. Por isso o Eterno nos alertou que “quanto maior for a vossa humildade,  maior será a vossa autoridade.”
Nós aprenderemos nesta semana com a vida do nosso patriarca Jacó o que é um fundamento de humildade e perseverança, como obedecer a D-us e cumprir Seu chamado e consequentemente deixarmos um legado para as futuras gerações. Dentro deste episódio clássico e fascinante do encontro entre Jacó e Esaú podemos ver que não trata-se apenas de um simples encontro entre irmãos que não se vêem há muito tempo, mas um encontro de caráter histórico com consequências para todas as nações, por todas as gerações.
Jacó nos ensina que o homem forte é aquele que vence a sua arrogância e orgulho, que busca a humildade em seu coração  e  espírito e que se submete ao desejo do Eterno. Jacou sentou-se à mesa da sabedoria e discerniu entre o tempo e o modo. Abraçou as oportunidades que o Eterno lhe deu (porque Adonai nos dá oportunidades de auto anulação), e entendeu que os sacrifícios que mais agradam a D-us são o “espírito quebrantado e o coração contrito”. Essas ações levam o homem à autocompreensão tão necessária para estar na presença de HaShem. Os sábios dizem que o arrependimento traz cura ao mundo e extermina a yêtzer hará – a má inclinação que cega o homem e  tortura sua mente com os ataques ferozes dos desejos grosseiros da alma animalesca.

No cap 32:4  Jacó vai viver sozinho em meio a seus conflitos e vai precisar estar  completamente preparado para esse momento de decisão, após vinte anos de amargura e ódio. Ele sequer tinha conhecimento de como estava o coração de Esaú, mas era necessário enfrentar aquela situação que precisava ser consertada; esse era o tempo para o tikun olam e a coragem teria que vencer o medo.
Conosco não é diferente, quando chega a hora dos ajustes precisamos ter coragem,  humildade e sabedoria para alinhar o caminho. Não podemos caminhar sem remover as pedras que foram colocadas no labirinto da vida, pedras que foram colocadas tanto por nós quanto por nossos familiares.
Jacó age sabiamente, enviando à sua frente mensageiros que encontrem seu irmão Esaú para dizer-lhe: “Assim direis a meu senhor, a Esaú: Assim falou teu servo Jacó: Com Labão morei, e demorei-me até agora.”
Jacó com toda humildade manda presentes e chama seu irmão todo o tempo de senhor, além dos temores que sentia, – não podemos nos esquecer em tempo algum que somos humanos e temos temores na vida – ele sentiu também muita angústia porque agora não estava sozinho, mas haviam muitos com ele por quem era responsável e por quem temia pela vida.

Jacó sabiamente se humilhou para vencer, porque o amor tem o poder de quebrar o jugo do mal, Jacó abre mãos de seus desejos e se entrega ao desejo Divino. Ele entende que a humildade era a única ferramenta para consertar o seu passado.

Jacó buscou uma estratégia, dividiu o povo que estava com ele em dois acampamentos, pois caso Esaú ferisse o primeiro acampamento o outro poderia ser salvo. Dessa forma  ele nos ensina que devemos ser prudentes em dias de guerra ou de confronto, mesmo que as intenções sejam as melhores.

O Zôhar diz “Quando agem na terra, agem também nos céus!” – Jacó fica sozinho e vai buscar a D-us e pedir Sua proteção; dizem os sábios: “O temor e o amor são duas asas que através da oração unem a pessoa com D-us e santificam o homem em baixo e a presença de D-us vem à terra.”

Jacó ora ao Eterno lembrando as promessas que fez a Abraão, a Isac seu pai e as promessas que tinha feito a ele de livramento. Ele suplica a D-us: “Livra-me, rogo, da mão de meu irmão, da mão de Esaú porque eu o temo”. Às vezes tememos coisas da vida e a única forma de nos livrar é orando para que o anjo receba ordens a nosso respeito, para nos livrar em todo nosso caminho.

Jacó coloca seu  destino na mão de D-us, a oração é a respiração da alma.

A Torá relata o costume de dar presentes aos seus perseguidores e podemos ver casos como esse até hoje. Por causa desse ato de Jacó que a ira de Esaú foi aplacada, pelos  atos de bondade. Jacó presenteou a Esaú com um pouco de tudo que ele possuía, exceto os escravos, pois poderiam ser usados contra eles para matá-los. Ele agiu em todo tempo com grande sabedoria, tomou suas duas mulheres e seus filhos e suas servas e cruzou a passagem do rio Laboc. Léo fala em sua parashá que essa expressão ” da mão” é repetida várias vezes, a Torá não desperdiça palavras, eu somos levados a achar que uma vez seria suficiente! A razão pela qual as palavras “da mão” são repetidas é para nos ensinar que quando um irmão de (sangue ou não) se torna seu inimigo, ele se torna um inimigo muito mais perigoso que qualquer outro estranho. Um comentarista do Talmud acrescenta que um ex amigo muito querido se torna o pior dos inimigos, no entanto, quando dois inimigos se tornam amigos, esta se torna a mais forte das amizades.

E ficou Jacó só e lutou um homem com ele, até levantar-se a aurora. Lutar fala de perseverança, coragem, determinação para vencer. A Torá relata que a palavra luta vem da raiz avac que significa (poeira) lutando com o anjo, ou seja, levantou muitas poeiras que estavam em sua alma. Jacó nos ensina que muitas vezes nossas vidas estão empoeiradas pelas situações da vida e do passado mal resolvido e que precisamos orar até a poeira levantar, o mal sair e sermos tocados por D-us. A Torá diz que o homem que lutou com Jacó queimou-o com fogo. Os sábios dizem que este homem tinha três aparências: sedutor, manso e bondoso; bandido e sábio para poder conservar seu legado espiritual, mas Jacó lutou até ser entregue ao seus descendentes.

Naquela noite Jacó estava sozinho sem proteção ou bens, somente seus temores para vencer e deixar o legado para as próximas gerações. Alguns sábios dizem que o anjo encarnou a essência do caráter de Esaú, mas esta luta operou no grande encontro material e real entre os dois irmãos. Jacó saiu daquele encontro vitorioso e abençoado porém, marcado por toda sua vida, seu músculo mais forte de sua perna foi atingido, tendo-o deixado manco e indefeso, mas ao levantar da aurora o sol apareceu, reafirmando que o choro pode durar uma noite mas, ao amanhecer virá a alegria. Este episódio revela o vigor moral e a verdade do compromisso histórico, o anjo desiste de ver o quanto ele é forte e deseja deixar a história para o Messias concluir com seu reino poderoso. Ele diz ao anjo: “só te solto quando me abençoares, reconheça e proclame a todos os reinos que eu não  mereço o ódio e o desprezo, que pelo contrário mereço ser abençoado, pois sobre o abrigo do meu caminho, toda a humanidade será abençoada.”

Que lição de perseverança e humildade ele deixa para nós, que devemos buscar sabedoria para viver, humildade para vencer sempre, orar para ter forças para vencer as noites escuras da vida, até que a luz rompa e nos torne vencedores.

 

No cap 33 acontece o grande encontro, ” Quando Jacó sai daquela luta como um príncipe de D-us, seu nome agora torna-se Israel, que seria a raiz de seu povo e toda humanidade que iria crer no Messias.” Ele olha e eis que vem Esaú e com ele quatrocentos homens. Jacó prostra-se diante dele sete vezes até chegar a seu irmão. Esaú corre a seu encontro e abraça-o e o beija, e ambos choram. Esaú lhe pergunta quem são aqueles que estão com ele e ele lhe responde: são os filhos que D-us me deu, com sua graça a seu servo. Jacó fazia questão de anunciar-se como servo. A força inabalável de se ligar com o espiritual nasce da humildade, que faz o homem reconhecer, por um lado sua estatura pequena, e por outro a imensidão potencial de seu crescimento.

Rabino Yochanan disse: “Onde você encontrar a humildade do sagrado, encontrará sua grandeza.”

Esaú que deixar uma parte do seu povo e Jacó com palavras mansas diz que não, pois ele sabia que era um perigo para seu povo misturar-se com o povo de Esaú. Jacó não deixa em nenhum momento de ser humilde. Após separarem-se, Esaú voltou para Seir e Jacó partiu para Sucot e edificou ali uma casa e, para seu gado cabanas, por isto chamou aquele lugar Sucot. Depois de vinte anos Jacó constrói uma casa. Podemos imaginar que depois do exílio chegamos em Sucot e tabernaculamos com D-us.

E comprou um campo onde armou tenda, das mãos dos filhos de Chamot pai de Shechem por cem moedas, levantou um altar D-us (EL), o D-us de Israel.

Aprendemos com o nosso patriarca a caminharmos livres de acusações do inimigo, e para isso é preciso fazer uma ligação entre o presente e o passado, e poder discernir os impedimentos do futuro e nos ajustarmos para ter paz e amor mesmo não estando juntos. Foi isso que ele fez, buscou sabedoria e se segurou com a humildade para se tornar forte diante dos grandes, pois quem vence não são os grandes, mas os fortes.

 

No cap 34: Diná a única filha de Jacó deveria ser o xodó deles, mas um dia a vergonha e tristeza abate a família por vê-la desonrada por um príncipe pagãoSeus irmãos se vingam covardemente e sem pensar, matando todos inesperadamente. Esta atitude feriu muito o coração de Jacó, por ver seus filhos que tinham uma grandiosa promessa agirem de uma forma que não condizia com um comportamento sacerdotal.

Jacó não aprovou a atitude de Levi e Simeão, mas agora já estava feito e teria agora que suportar as conseqüências.

 

No cap 35: D-us disse a Jacó: “Levanta-te, sobe a Bet-EL, e fica ali ,e faz ali um altar ao D-us que te apareceu, quando fugiste de diante de Esaú, teu irmão.” Jacó dá uma ordem para tirarem os deuses estranhos e purificarem-se e mudarem as vossas roupas. Jacó é agradecido a D-us por ter lhe respondido no dia da angústia e nunca devemos esquecer o que D-us faz em nossas vidas. Ele reconhece que se não fosse D-us que esteve o tempo todo do seu lado ele não teria vencido no caminho da vida.

Eles ficaram com os objetos do saque que fizeram em Shechem, os quais serviam a ídolos e Jacó ordena que lancem fora pois iriam levantar um altar a D-us e não poderiam estar contaminados com os ídolos.

D-us os protegeu dando Seu pavor aos arredores e os filhos de Jacó não forma perseguidos. Isso deixa provado que quando nos purificamos dos ídolos, Adonai lança pavor em nossos inimigos. B,H!

A Torá relata a morte de Débora, ama de Rebeca; na mesma época morreu Rebeca e Isac por estar cego e de idade avançada, como não podia cuidar do enterro da matriarca e seria vergonhoso não ter as honras devida de sua morte, pois a morte de um justo é precioso e honroso e não foi feito pelos familiares e sim pelos vizinhos.

O nome de Jacó é mudado para Israel, seu nome é mudado da aflição, removido de seus sofrimentos e seu nome é como uma coroa de honra de um vencedor. As aflições tem a finalidade de nos tornar vencedores na vida. Rabino Paulo escrevendo uma de suas cartas expressa: “quem poderá nos separar do amor de Adonai? Nem a fome, espada, anjos, nem profundidade nem altura nem qualquer outra criatura poderá nos separar do amor de D-us.”

Logo depois, ele perde sua mulher amada Raquel quando dà à luz seu filho. Raquel morre prematuramente com 36 anos, alguns sabios dizem que Raquel morreu por causa da proibição futura de não se casar com duas irmãs através do mérito de Jacó e portanto  ele não podia permannecer casado com as duas irmãs.

Isac faleceu já velho aos oitenta anos, pleno de dias e os seus filhos Esaú e Jacó  sepultaram-no.

Rubem por vingança porque seu pai não ficou imediatamente com sua mãe, e para afrontá-lo se deita com Bilá, concubina de seu pai. Por isso ele é punido perdendo a primogenitura para José. Imaginamos que Jacó preferiu morar com Bilá por causa dos dois filhos que eram pequenos. Nosso atos não podem ser medidos por justiça própria, pois pelos nossos impulsos podemos perder a nossa primogenitura, aquilo que está reservado para nossas vidas.

 

O cap 36 está relacionado a genealogia de Esaú. A Torá deixa registrado os oito reis edomitas que reinaram antes do primeiro rei israelita e com isso fica clara a profecia que no ventre de Rebeca haviam dois reinos e duas nações, uma de governo humano e outra de governo espiritual, uma que reinaria primeiro que o governo humano fisico e o outro de onde viria o reino messiânico que reinará para sempre!

 

Aprendemos nesta porção que Jacó foi um homem íntegro capaz de humilhar-se, vencer a si mesmo, fez-se servo sendo senhor, conquistou uma herança pelos méritos de sua obediência e foi perseverante até o fim.

Que sejamos a continuação deste homem humilde, sábio e forte!

Um dia perguntaram a um Rabino: “Quem é o homem sabio? Ele respondeu: aquele que aprende com todas as pessoas.

Quem é o homem forte? Aquele que vence a si mesmo, esse é um homem forte.

Quem é o homem rico? Aquele que se contenta com sua porção.”

Que o Eterno nos ajude a cada semana a construir uma alma nobre em nós, com a essência da Torá.

 

Baruch HaShem – Aluna jucy.

 

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Vayetzê – Estudo da Torah

Vayetzê (E saiu)

03/12/2011
Parashá – Gênesis – 28:10 a  32:3
Haftará – Oseas 12:13 a 14:10
Brit Hadashá João 1:19

Nesta semana vamos mergulhar em uma das  histórias mais maravilhosas da Torá que é o exílio de Jacó. Não tão diferente de nossas vidas, quando muitas vezes nos tornamos exilados por muitas situações que enfrentamos.
Nesta semana D-us nos dá a oportunidade para aprendermos como sermos vitoriosos, e descobrir nas experiências diárias a forma de nos elevarmos acima das dificuldades. Jacó começa uma jornada que deixará um legado para seus descendentes, trazendo a linhagem de Yeshua.
Essa parashá fala de SAIR, IR para outro nível de maturidade. E para isso é necessário abandonarmos nossos medos, pecados, incredulidade, egoísmo.
Há momentos na vida de uma pessoa que o sair é muito doloroso por causa do que nos é familiar, pois temos medo do desconhecido. O ciclo da vida prova isso com o nascimento; na hora de nascer, o bebê não quer sair daquele lugar quentinho, agradável, mas quando chega a hora de sair o útero expulsa como se estivesse dizendo: “saia, vá embora, você viveu a experiência da vida uterina, agora precisa viver a experiência de sobrevivência e alcançar a maturidade.”

A vida promove isso sempre, como se o mundo fosse esse útero,e que sempre terá contrações para começar algo novo, para renascer sempre para família, profissão, filhos, ser uma pessoa melhor a cada dia. Nossas vidas são como as águas, elas tem que se movimentar, pois se ficarem paradas morrem, tornando-se um lugar infectado.
Que essa parashá nos renove com o exílio de Jacó e que tenhamos a esperança que nada está perdido e  sempre D-us tem um sonho para nós.

No cap 28:10 Jacó deixou Beer Sheba e dirigiu-se a Charan. O ódio de Esaú por Jacó era muito grande e sua mãe aconselha Jacó a partir para casa de seu tio Labão, o irmão de sua mãe Rebeca. Ela disse para que ele ficasse com seu tio até que o furor do seu irmão passasse.

Jacó vai viver um exílio doloroso porém fantástico, que deixa registrado para toda história do povo de D-us que sempre haverá um exilio para começar ou fechar um ciclo na vida. Os sábios dizem que o destino do povo de D-us reflete-se no destino pessoal de seus patriarcas.

Jacó um homem de tendas que estava sempre em família, junto dos pais, ligado à sua mãe e que desfrutava de seu carinho, porém agora ele estava sozinho. Certamente aquela noite deve ter sido difícil e amedrontadora para ele, angustiado com seu futuro, com o que iria lhe acontecer.
Jacó juntou pedras, nelas acomodou sua cabeça e deitou para dormir. Ali, teve uma visão num sonho, uma escada estava apoiada no chão e seu topo alcançava o céu. Anjos de D-us estavam subindo e descendo por ela. De repente ele viu D-us acima dele. É importante entender que esse lugar foi o primeiro lugar de Abraão, de acordo com muitos sábios ali era o “olho do universo”, santidade da santidade, o portal do céu.
D-us se revela para Jacó lhe fazendo uma promessa, deixando claro que faria uma aliança com ele. D-us diz “Eu sou D-us, Senhor de Abraão teu pai, e Senhor de Isaac.”
D-us reafirma nele a promessa da descendência, que a terra onde ele está deitado é dos teus descendentes e todas as famílias da terra serão abençoadas através de ti e teus descendentes.
D-us diz: “Estou contigo! Eu te protegerei para onde tu fores e te trarei de volta a este solo.” D-us ainda diz mais: “Não me desviarei de ti até que tenha plenamente cumprido esta promessa para ti.”
Ao acordar Jacó entendeu que D-us verdadeiramente estava naquele lugar, e ali ele estabelece profeticamente o templo, o fundamento Yeshua, unge com óleo as pedras e consagra aquele lugar como “Cidade de Luz”. Nos dias de Yeshua diz a Pedro que sobre esta pedra estabeleço um fundamento, um portal o qual as portas do inferno não poderiam prevalecer. Em Lucas 20:17 Yeshua, olhando para cada um deles, disse: Então porque está escrito no Tanakh: “A pedra que os construtores rejeitaram se tornou pedra angular.

Jacó ungiu a pedra sendo o símbolo de Yeshua, a escada entre céu e terra, a conexão entre as ações do homem com os céus, e os céus respondendo com a Shekinah de Adonai. Em João 1:51  Yeshua fala dessa visão de Jacó: Então ele lhe disse: “ Sim, é verdade! Eu lhes digo que verão o céu aberto e os anjos de D-us subindo e descendo sobre o filho do homem!”

Essa conexão simboliza nossas orações e atitudes e que D-us não fará nada sem a nossa parceria. Ele faz sua parte, mas a nossa teremos que fazer, pois D-us deseja que as realidades dos céus aconteçam aqui na terra. A oração que Yeshua ensinou “Venha a nós Teu reino e seja feita a Tua vontade como é feita nos céus.” Esse sempre foi e sempre será Seu desejo, ver  Seu reino atuando com os homens.

O nome daquela cidade era luz e agora Beth El (Templo de D-us) ou casa de D-us, simbolizando que o reino do Messias será estabelecido e que Adonai reinará juntamente com homens que buscam a sua justiça e a paz.

A unção de consagrar pessoas e objetos surge deste ato de Jacó de comunhão e temor ao Nome poderoso de Adonai, ali ele faz um voto : “Se D-us estiver comigo, “ele disse ,” se Ele me proteger na jornada em que estou indo, se Ele me der pão para comer e roupa para vestir.”

Esse voto de Jacó é de dedicação de sua vida pessoal, ele promete duas coisas a D-us, uma delas está relacionada a suas ações. Ele promete dedicar a vida inteiramente a D-us, a outra é se tudo que me deres te darei o dízimo. Dedicarei minha vida e minhas finanças! Que grandeza desse patriarca, D-us não pediu nada a ele, nem a vida nem tampouco dinheiro, mas seu ato voluntário o fez herdeiro das bençãos superiores e inferiores.

Em Isaias 58:14 “Se fizer, terá prazer em Adonai. Eu farei cavalgar nos altos da terra e  o alimentarei com a herença de Ya’akov, seu ancestral, pois a boca de Adonai falou.”

Jacó conquistou uma herança que perdura até os dias de hoje para seus descendentes, mas mesmo Jacó tendo a proteção ele vai enfrentar muitas dificuldades. Durante tempos difíceis quando não vemos as bênçãos de maneira revelada, devemos crer e confiar que D-us está conosco.

 

No cap 29 Jacó levanta cheio de vida e esperança e parte em direção ao leste, chega então em  um lugar onde viu um poço num campo, e mal sabia que o destino já preparava um momento de encontro semelhante ao de Eliezer e sua mãe Rebeca. Raquel aparece com o rebanho de seu pai, pois ela era pastora, ele veio ao seu encontro e beijou e chorou ao mesmo tempo, ali  ele teve um universo de emoções de amor e dor.

Alguns sábios dizem que ele viu a sua morte no futuro e por isso ele chorou, mas esse choro dele podia ser profeticamente a solidariedade da profecia dada para Raquel.

Mateus 2:18 relata a profecia do profeta Jeremias, o lamento intenso de Raquel soluçando por seus filhos e recusando ser consolada.

Há tantos segredos! Assim também é a vida, há tantos segredos que não sabemos desvendar,   só esperar o tempo chegar e muitas vezes se desvendar de formas que não imaginamos e nem pensamos que seria dessa forma. Nem sempre o que planejamos sai de acordo como queríamos, por isso temos que ter a sensibilidade para entender e para aceitar. Às vezes a vida nos mostrará caminhos que entendemos, outras vezes não, e nesse momento devemos aceitar.

Jacó vai viver sua primeira aflição com a esperteza de Labão. muitas vezes surgirão alguns espertalhões na nossa caminhada e isso nada mais é que o teste para ser forjado em nós um caráter equilibrado e forte, vencendo a nós mesmos. Com Labão, Jacó vai descobrir a dor de ser enganado várias vezes.

Jacó era apaixonado por Raquel mas ela era a mais nova e na cultura da época a mais nova não podia casar antes da mais velha e foi o que aconteceu. Léa era a mais velha e Labão sem avisar premedita um plano e engana Jacó que quando acorda no outro dia percebe que é Léa.  Grande foi sua angústia, porém  o tempo levou-o a amar Léa de forma diferente, e ainda assim ele teve que  trabalhar por sete anos para casar com Raquel. Raquel e Jacó sentiram uma dimensão de um amor sagrado, os dois sofreram juntos pois se amaram desde o primeiro momento, ele se sacrificou por mais sete anos. Jacó começa a viver os contratempos da vida, casa-se com Léa mas apaixonado por Raquel, e Léa por outro lado é agraciada com filhos e começa a nascer a raiz das tribos, a linhagem de Yeshua começa a se estabelecer como nação.
Nasce Ruben que significa D-us vê.
Nasce Simeão que significa D-us ouviu (Shemá).
Nasce Levi que significa ligado.
Nasce Judá que significa louvor, agradecimento.
Nasce Dan, da serva de Raquel, Billa que significa julgar ou juiz.
Nasce Naftali, filho de Billa, que significa D-us ouviu minhas orações.
Nasce Gad, filho da serva de Léa, Zilpá que significa “Boa sorte (sorte) guerreiros.
Nasce Asser, filho de Zilpá, que significa comunhão (afortunado).
Nasce Yssachar que significa recompensa.
Nasce Zevulum que significa local de moradia.
Cada filho trazia um destino, uma unção para completar o todo. Os filhos de Jacó eram um governo que iria espalhar-se por todas as nações da terra. Dez tribos espalhadas em todas as nações.
No cap 30 Raquel se angustia por não ter filhos, sua esterilidade a deixa em lamento por muitos anos e desesperada ela começa a atormentar Jacó e dizer-lhe: “Dá-me filhos ou senão estou morta”.  Jacó perde a calma por ver a aflição de sua amada e responde: “Sou Deus, por acaso estou em seu lugar?”  Podemos imaginar a dor de Jacó por não ver a alegria de Raquel, a dor que sentia por não ter filhos. E lança sobre sua vida um decreto de receber um filho ou morrer. Esta palavra traz revolta a Jacó, pois ela tinha se esquecido que há outros papéis importantes na vida de uma mulher, como o lado espiritual.

Em Provérbios 18:21 “A língua tem poder sobre a vida e a morte, aquele que bem a utiliza comerá de seu fruto.” Raquel desejou sua morte em momento de desespero, as nossas palavras formam nosso ambiente bom ou ruim.
D-us deu especial consideração a Raquel e ouviu suas orações e abriu sua madre, ela engravidou e deu a luz a um filho e chamou-o Yossef, que significa acrescentar.
Depois do nascimento de José, ele pede a Labão para voltar para casa. Dizem alguns sábios que Rebeca mandou recado para Jacó voltar, porém Labão põe dificuldade para deixá-lo ir embora, pois sabia que perderia aquele que era o canal de recebimento das bênçãos.

Jacó trabalhou catorze anos sem salário, em dedicação a Labão. Agora ele já é pai de onze filhos e continua mais seis anos trabalhando com o acordo de receber o pagamento  em ovelhas. Jacó tem uma idéia revelada por D-us de por varas no lugar onde as ovelhas bebiam água e assim D-us o abençoou tornando-o um homem forte e rico. Ele sabe o que fazer para não agir precipitadamente, sabe o tempo de agir quando as oportunidades chegam.

A sabedoria é superior a visão, e para alcançar a visão é necessário ter sabedoria para que a mente discirna o tempo e o modo de agir.
“Aquele que é sabio olhará para os obstáculos e descobrirá que D-us está lá, no obstáculo!”

No cap 31 A mente de Jacó une-se com D-us, o que estabelece nele um grau de força e luz para vencer as grades emocionais da casa de Labão. A natureza de Jacó não é aventureira, ele vivia nas tendas e junto com seus pais, depois ele sai, não por sua vontade mas as circustâncias lhe obrigaram. Chega na casa de Labão, cria vínculo afetivo com a família e agora sente a necessidade de sair daquela prisão de emoções.
Jacó ouve os filhos de Labão comentando que ele tinha tomado os bens de Labão e percebe que Labão não é como era antes. Era necessário isso para Jacó buscar forças para sair. Muitas vezes coisas precisam acontecer para entender que o tempo chegou para começar coisas novas. D-us tinha falado com Jacó para voltar para sua terra seis anos antes, mas ele não conseguiu, agora ele está sendo desafiado dentro dos obstáculos a entender a vontade de D-us. Voltar e reconciliar-se com seu irmão, pois era chegada a hora de acertar esta dívida. Aprendemos com nosso patriarca que todas as pendências da vida chegam exatamente na hora que tem que ser ajustadas.
Jacó lamenta e compartilha com as esposas que por dez vezes Labão mudou o preço. Raquel apoia Jacó na sua decisão e ele planeja fugir. Foge a primeira vez para não morrer na mão de seu irmão, e agora foge de ser enganado, porque ele se permitia enganar-se e muitas vezes nossas emoções estão fragilizadas que nos permitimos nos enganar. Sabemos que aquilo não é para nós ou não é a vontade de D-us e aceitamos o engano. Jacó era enganado com seu consentimento porque dez vezes Labão quebrou os acordos. Ele não queria correr o risco de novo, então se fortalece e toma tudo que lhe pertence e sai.
Depois de três dias ele fica sabendo e vai para impedi-lo e Raquel furtou os ídolos de seu pai, Raquel conhecia as praticas de Labão e não queria que nenhum plano de Jacó fosse impedido por forças negativas. Ele imaginou que ele iria se sentir desprotegido e os deixaria em paz.
Mas D-us prometeu a Jacó que o protegeria e Ele é fiel para cumprir Sua palavra: “E veio D-us a Labão, o Arameu, no sonho da noite, e disse-lhe: “Guarda-te de falar com Jacob, nem bem nem mal.”
E alcançou Labão a Jacob e as palavras de Labão tinham a intenção de atingir o psicológico de Jacob: “Roubaste meu coração”. Ele tenta mais uma vez enganar Jacob que faria uma despedida de alegria com cânticos para deixá-lo constrangido diante de todos. A falsidade de Labão era muito grande e Jacob conviveu com isso durante vinte anos de sua vida. Muitas vezes D-us coloca pessoas falsas, arrogantes, invejosas, avarentas, orgulhosas, mal humoradas para nos provar, para fazer teshuvá, retornar para ser espiritual. Davi orava pedindo a D-us que o limpasse dos pecados ocultos desconhecidos a ele. Diz um sábio que os obstáculos e confusão em nossa vida são oportunidades de teste para possibilitar nosso crescimento espiritual ou carnal, depende do exercício da mente.” Se expormos a mente ao desejo de retornar para D-us e receber sua presença saberemos descobrir onde está D-us nas situações.
Jacó declara que aqueles que estiverem com os deuses não viverão e era justamente Raquel que estava. Ela morre no caminho da viagem, de parto. E Jacob tem um diálogo com Labão e ele reconhece a integridade de Jacob e ali faz um acordo de não haver mais perseguição.
Labão abençoou suas filhas e os netos e voltou para seu lugar e Jacob continua seu caminho depois de ter passado dias difíceis e anos de penúria  e encontra o acompamento de D-us.

E Jacob chama o nome do lugar Machanáim (lugar de dois acampamentos) podemos imaginar que quando cumprimos o que foi determinado no destino e vencemos os obstáculos da vida e chegamos no lugar da vontade de D-us acontecem dois acampamentos, o dos homens e de D-us juntos para trazer justiça e paz. Imagino ser este o símbolo do reino messiânico: homens e D-us como foi no Édem.

 

 

Jucy, eterna estudante da Torah!

B’H!!!

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Vayerá – Estudo da Torah

Vayerá -  Aparece

Gen: 18 : 1 à 22 : 24 / Haftará 2 Reis 4 : 1 – 37 / Lucas 17 : 28 - 32

A cada parashá entramos em banquete com o Rei,  e temos a oportunidade de tirar as armadilhas  do nosso caminho e melhorar a nós mesmos.  Esta semana vamos  fazer uma viagem nesta história e poder descobrir em nossas vidas o que mudar para melhor, pois este é o segredo de estudarmos toda semana, alimentar a fé ao ponto que ela cresça e nos faça santos para o Senhor. Esse deve ser nosso desejo ser melhor a cada semana para Adonai e para o próximo.
Rabino Judá nos ensinava que cada semana colocamos uma pedra na nossa Jerusalém espiritual e plantamos  no jardim  de nossas almas flores para que o noivo tenha alegria de estar conosco.

A  Torá nos fala através de imagens, algumas vezes elas são coloridas, outras vezes aparecem preto e branco, nela existem formas de expressão que não tem como entendermos e sim aceitar. Penso que isso é uma alegoria da própria vida, tem coisas que acontecem em nossas vidas que não tem como entendermos, só aceitar.
A Torá é uma fonte de águas vivas, fala de coisas simples, mas também é ao mesmo tempo complexa, grandes vitórias, mas fortes derrotas. É como uma bússola que tem a estratégia da vida, como viver e como perder a vida. Só depende de nós fazemos a escolha certa e seguirmos o caminho correto.

No cap : 18 :1 Diz ” D-us apareceu a Abraão nas planícies de Mamre , enquanto ele estava sentado à entrada de sua tenda, no momento mais quente do dia.
Um homem velho com 100 anos de idade, três dias depois de uma circuncisão, talvez sentido dor e com sua idade avançada,  mas firme no seu objetivo em pleno calor, ali sentado na entrada da casa com seu coração cheio de amor para cumprir o mandamento da hospitalidade.
A sua bondade era tão grande que sai naquele estado de recuperação para fazer um banquete para seus hóspedes que tinham chegado.
Nós estamos dispostos a passar por cima das nossas dores e cumprir a nossa missão ou as abandonamos em meio às dores?
Abraão teve outra atitude foi juntamente com Sara e seus servos servir sem olhar para sua própria condição, a necessidade de fazer o bem ao próximo, essa era sua alegria sempre tentar identificar D-us em alguém ou mostrando D-us para alguém. Os anjos anunciam o nascimento de Isaque e Sara ri consigo mesma,  ela não duvidava de D-us mas,  tinha esperado tanto tempo que sua alma congelou se tivesse o filho ou não D-us não deixaria de ser D-us para ela. Muitas vezes D-us nos faz uma promessa e ela só irá se materializar quando D-us se tornar maior pra mim que a espera, quando a perseverança for na nossa vida uma realidade e não apenas um conto .
Depois de um ano de espera da promessa, após tantos longos anos, a promessa se cumpriu e Isaque tornou-se uma realidade .
A intimidade de Abraão era perfeita, ele conseguiu vencer os maiores defeitos daquela terra e agora ele se tornou amigo de D-us; D-us revela seus planos com relação a Sodoma e Gomorra,  o clamor daquela terra tinha chegado a D-us Sodoma e Gomorra era sem generosidade não doava nada , e Lot se torna juiz daquela cidade de homens maus, de intenções perversas. Não está muito diferente desses dias onde muitos se tornaram amantes de si mesmos.

Na carta escrita de Judas 1 : 11 a 13 Homens que se trocam por dinheiro que promove rebelião esses homens são manchas de sujeira nos encontros festivos para falar de amor, partilham mas pensando em si mesmos , são nuvens sem água impelidas pelos ventos, árvores sem fruto , duplamente mortas , pois foram desenraizados; são ondas bravias do mar apresentando seus atos vergonhosos como espuma ; estrelas errantes para as quais estão reservadas para sempre as mais densas trevas.
D-us fala com Abraão e ele intercede e D-us deixa ele se convencer que naquela cidade só Lot era diferente.

Cap: 19 Aquela cidade tornou-se símbolo da maldade, seus moradores eram corruptos, a sua maldade não era pela sua necessidade e sim pelas riquezas que gerou neles. Eles tinham leis contra os imigrantes que não podiam entrar na cidade para que não desse queda na economia. Essas cidades se tornaram uma cidade de egoístas que não socorriam ninguém.
Esta cidade coberta por uma força de maldade de intriga, contendas, orgulho essas pessoas se tornaram endurecidas e congeladas por maldades e perversões em todos os níveis.
Ao ponto que Lot entrega as duas filhas para eles deixarem os anjos em paz, mas foi inútil, os anjos mandam Lot e sua família sairem da cidade, aquela cidade que anos atrás ele escolheu como um lugar perfeito, agora ele precisava sair e deixar tudo.
Às vezes não é diferente em nossas vidas, fazemos escolhas que achamos que são as melhores e não imaginamos que o futuro espera perdas.
A mulher de Lot deixou ser influenciada com as riquezas de Sodoma e Gomorra ela saiu mas seu coração estava ali, o egoismo já fazia parte de sua vida. Ela não resiste e desobedece as ordens de livramento que D-us nos dá.  Seus mandamentos nos são dados para nos livrar, são para nossa proteção,  porém nosso desejo fala mais alto.
Ela se torna um pilar de sal.
Lot vai em direção a Tsoar, as filhas tem idéias de deixar geração para o pai as duas filhas engravidam do pai delas e nascem duas descendências, de uma das filhas nasce Moab que nasce a nação dos Moabitas e a outra tem um filho por nome Ben- Ami que nasce o povo Amom.
O que aprendemos com a vida de Lot que precisamos guardar princípios em meio uma geração egoísta voltada só para o materialismo e o pecado. Precisamos guardar o nosso coração para ser um tesouro de atos de bondade de louvor a D-us. Não temos que dar jeito em coisas que só D-us conhece;  as filhas de Lot deram um jeitinho e seus descendentes foram povos que não honraram a D-us e nem os próprios ancestrais. Muitas vezes a nossa precipitação só vai nos afundar em mar de aflição e angústia nas próximas gerações.

Cap: 20  Abraão migrou para a terra de Neguev, e assentou em Kadeshe e Shur. Ele visitava Guerar com frequência. Imaginamos Abraão e Sara já tinha conquistado um nível de fé elevado , estavam amadurecidos e preparados para toda boa obra que Adonai entregasse a eles.
Abraão e Sara agora seriam desafiados a aperfeiçoar o amor, aqui relata que Abraão estava em um local e frequentava outro e nessas idas e vindas ele teve medo e usou a mesma fala do passado ao dizer que Sara era sua irmã, isso não deixa de ser uma verdade , porém não a absoluta, mas agora eles estão com medo mas também tem outra posição espiritual. D-us fala com Abimelech a favor de Abraão e Sara e diz se eles fizerem alguma coisa com eles toda nação iria sofrer conseqüências. D-us testifica de Abraão como um profeta e ele percebe que Abraão não é qualquer líder espiritual, um aventureiro qualquer,  mas um homem conectado com os céus .
O rei os recompensa mas principalmente Sara, ele pede Abraão para ficar, ele sabia que eles eram abençoados e era bom tê-los por perto .
Todas as vezes que estivermos perto da conquista o passado voltará para confrontar nossa alma e se tivermos amadurecidos e comprometidos com a nossa fé D-us se levantará ao nosso favor e falará com homens que ele não tem intimidade e nem aliança e nos justificará em Heb: 10 : 38 ” Mas a pessoa justa viverá a vida baseada na confiança ; se ela retroceder , não me agradarei dela .”
Mesmo que o medo tenha enfrentado Abraão mais uma vez ele venceu por sua confiança em D-us, ele venceu porque D-us se agradou dele.

Cap 21 – Chegou o dia tão esperado Sara ficou grávida conforme a palavra do anjo que os visitara tempos antes,  a criança nasceu e Abraão circuncidou ao oitavo dia como foi ordenado. Agora vive o conflito dos dois filhos o filho da livre e da escrava, um era o físico do desejo de ter herdeiros e a outra filho da promessa espiritual, do reino messiânico.
Ismael nasceu da possibilidade humana no físico seu nascimento aconteceu dentro da capacidade existente da natureza animal , na carne . Já Isaque nasceu pelo poder sobrenatural pois não podia fecundar os óvulos de Sara, já estavam mortos para gerar o natural, o isso significa que o filho da livre é o simbolo da graça Yeshua ( Jesus ) filho nascido para D-us no Espírito aquele que se alegra com os mandamentos e passa a sorrir porque de novo passou da morte para vida.
Ismael nasceu pela força da natureza invocou e D-us ouviu pois Hagar podia engravidar seus óvulos estavam vivos na carne podia gerar naturalmente. Isso significa que o filho da escrava é o simbolo dos filhos de Adão, escravos do pecado dos desejos, mas esse dois filhos os do pecado se tornarão os filhos da salvação por meio de Yeshua ( Jesus ).
Em Gal 4 : 28 a 31  – D-us sempre irá esperar que nossas atitudes mostre que somos filhos da livre, nascidos do Espírito que sabe para onde está indo porque o filho da livre tem herança nas regiões superiores,  que trará o reino do Messias , ou iremos mostrar que somos filhos da escrava nascidos da carne sem saber para onde vamos presos a cobiça dos desejos com herança na região inferior que é o reino humano.  Precisamos nascer para a vida plena, ou continuar mortos para o espírito.

Cap  22  ” Após esses eventos , D-us testou Abraão. ”
É muito forte esta expressão, o que D-us queria mostrar com esse teste se já sabia quem era Abraão e que ele iria fazer exatamente o que fez?  Agora era o toque final da jornada de Abraão, ele era o perfume que durante anos o perfumista veio unindo as essências agora era chegado a hora de testá-lo,  a fragrância até onde exalaria o cheiro suave .
Ele espera anos por esse filho, agora D-us diz sacrifica para mim . A intenção de D-us era justificá-lo e estabelecer a graça e registrar no mundo do espírito.  Abraão conquistou a posse da terra,  recebeu a apólice de seguro.  Conta os sábios que Abraão enfrentou haSatan durante o percurso da viagem com vários obstáculos para não chegar até o lugar determinado, foram três dias de viagem. Sua aflição aumentava quando Isaque perguntava a ele do cordeiro para o sacrifício, a dor que vinha em seu coração ele estava vencendo a si mesmo morrendo para carne Abraão e Isaque morreram pra carne e nasceu para espírito.
A fé de Abraão estava tão consolidada que ele profeticamente diz pra seus servos : fiquem aqui iremos sacrificar ao Eterno e voltaremos .
Ele amarrou Isaque e D-us aparece a Abraão dizendo que não faça isso,  a presença de Adonai veio sobre ele e aquele lugar foi chamado ( Adonai Ir’e ) D-us Verá.  Ali retificou a benção para todo sempre e para todas as nações.
Toda mudança ascendente é como uma travessia para um estado espiritual para alcançar o propósito pelo qual estamos aqui. Iremos enfrentar os maiores obstáculos ordenados por Satan que frauda nossa má inclinação ou obras da carne. Na medida que o homem tem maiores coisas para realizar quanto maior é o propósito maior é os obstáculos que satan coloca para nos matar fazendo pecar . D-us não desiste de nenhum propósito conosco, mas se o acusador tem acusação ele estará interferindo sempre e assim diminuindo a nossa posição espiritual diante dele e diante dos homens .
Ele falhou com Abraão que o acusaria de não renunciar a si mesmo para se tornar pai da fé, Abraão com seus sentimentos ofereceu seu único filho.haSatan perdeu Abraão,este foi testado e aprovado, sua essência exalou os mundos até consumação dos séculos, D-us podia fechar o frasco, a essência era a melhor .
Muitos de nós temos grandes promessas, mas também grandes desafios em vencer as obras da carne e temos que dar boas respostas e nos tornarmos um cheiro suave para que as gerações futuras sintam o cheiro da fragrância, os bons atos e a obediência aos mandamentos.
Nesse Shabat olhe para si mesmo, cada um de nós verifique nosso frasco da alma, quais os mandamentos que obedecemos por amor que já praticamos com leveza, sem peso que já faz parte da nossa essência que esse cheiro já exala .
Se julgamos e como julgamos o que falamos e como falamos, o que desejamos e como desejamos. Os nossos atos revelam mais a natureza de filhos da escrava ou de filhos da livre? Gal: 5 :13 a 26
Essa carta descreve a conduta das duas naturezas,  carnal e espiritual .
Abraão viveu na carne e andou no Espírito, precisamos da vida na carne e nos locomover e realizar no Espírito.

Baruch HaShem

Jucy,  a aprendiz da Torá.

PARASHOT, PASTORA JUCY , , , ,

Lech Lechá – Estudo da Torah

O Chamado e Migração de Abraão.
Haftarah Isaias. 40:27 – 41:16

Brit Hadashá Hebreus: 11 : 8 a 12
A vida tem muitas estradas, mas só um caminho pode nos levar ao propósito pelo qual estamos aqui neste lugar chamado terra. Podemos fazer muitas coisas e viver tantas outras que não tem nada a ver com o propósito a que fomos chamados. E, para buscar a essência temos que tomar decisões que irão implicar em mudanças na nossa rotina a qual estamos acostumados e são familiares à nossa consciência.
No cap. 12 de Gênesis, D-us diz a Abraão: SAI ou vai embora, deixa teu povo, tua terra, a casa de teus pais. É muito forte tomar decisões que vão mudar o nosso destino e na vida de Abraão não foi diferente. D-us chama e lhe faz uma promessa como a semente de uma árvore especial que dará frutos por todas as gerações seguintes. A semente vem de D-us mas a plantação é nossa, temos que achar a terra boa, fertiliá-la e preparar para o plantio, esperar nascer, crescer, florescer e frutificar.
Foi fácil para Abraão sair do seu povo, ele leva a semente da promessa de uma árvore, uma oliveira boa que iria plantar, para dessa raíz genealógica sair o fruto perfeito: Yeshua (Jesus) “Farei de ti uma grande nação”. Imagine naquela época ter nome de nação era ser honrado, ” Eu te abençoarei e aquele que te amaldiçoar, Eu amaldiçoarei .

Todas as famílias da terra serão abençoadas através de ti “.
Abraão vivia em meio a idolatria, sua origem era idólatra mesmo, sendo da raíz de Shem o filho de Noé. A força da Babilônia tinha tomado ele que era da cidade de Ur dos Caldeus e por isso precisava decidir SAIR para se tornar a raíz da árvore que deu origem aos galhos de Isaque, e que tiveram o fruto “belo e equilibrado de Jacó″. Aí se estabelecia a aliança dos patriarcas.

Abraão tinha 75 anos de idade, e podemos imaginar o porque de não ter sido chamado antes, em sua juventude, mas esse foi o tempo que ele percebeu que sua alma necessitava de mais intimidade com Adonai. Ali não era o lugar capaz de levá-lo a essa intimidade.

Às vezes na vida a nossa alma percebe e grita dentro de nós para encontrarmos a essência do propósito pelo qual estamos aqui nesta terra, porque nascemos ou viemos, levamos a vida toda,  gastamos todo o tempo somente envolvidos com nós mesmos e não descobrimos coisas importantes. Do propósito com a vida de Abraão aprendemos que para encontrar o destino é preciso querer e entender, mesmo que muitas coisas já tenham acontecido e os anos já tenham passado.

Aprendemos também com essa parashá que a promessa tem um deserto a ser vencido. Certa vez, em uma entrevista, Sílvio Santos disse que nada verdadeiro e consistente é fácil, pelo contrário precisa-se provar ser capaz de receber. É verdade, queremos que as promessas aconteçam dentro da nossa visão, às vezes somos apenas arquitetos da vida para outros construírem, e esses arquitetos são os que irão vencer todos os dias a si mesmos, as dificuldades e impedimentos espirituais, porque tudo que é feito aqui na terra, bom ou ruim, está nos mundos que os nossos olhos não conhecem.

Abraão fazia parte de uma sociedade de conceitos pagãos, que adorava deuses ligados às forças da natureza, agora ele recebe a promessa para liderar uma nação, derrotar inimigos e ser muito abençoado. Ele já possuía riquezas e servos, já liderava sua tribo, mas precisava provar sua fé, em Heb: 11:1 “A confiança é a certeza do que esperamos, convencidos das coisas que não vemos.” A fé que em hebraico é Emuná significa CONFIANÇA; Abrão sai com confiança e a certeza que esperava algo verdadeiro, mesmo que seus olhos não tenham visto coisa alguma, e sim seus descendentes que até hoje veem esta fé que foi sendo desenvolvida em meio as fatalidades.

Abraão viaja sem qualquer mapa que lhe indicasse onde deveria ir e, finalmente chega em um determinado lugar onde a fome era muito grande, ele ruma para o Egito onde permanece por um tempo, a fome tinha aumentado, mas ele tinha uma promessa de benção. Ele encara a fome como um grande desafio de conotação espiritual e começa a plantar a primeira semente de resistência as dificuldades.

Abraão vive sua primeira experiência de poder e proteção de Adonai. D-us nunca impedirá o que é necessário passarmos para amadurecermos e crescermos. D-us não medirá esforços para esse processo, a diferença está em Seu livramento e Sua bondade que nos acompanhará sempre.

O Faraó vê Sarai, uma mulher linda e maravilhosa sendo levada ao seu palácio, prestes a correr um grande risco, mas D-us toma a situação e livra-os do perigo lançando sobre o Faraó e seu povo uma praga severa, este entendeu que era o D-us de Abraão e devolveu Sarai a seu esposo e deu-lhes bens. Segundo contam alguns sábios, o Faraó entregou sua filha Agar para seguir com eles como serva.

Como é difícil caminhar em direção a essência da alma e ao proposito pelo qual fomos cridos e conseguir chegar ao objetivo da vida que é servir a Adonai e ser pleno.

No cap. 13 Abraão sai do Egito com sua mulher e todos os seus bens sem perdas, incluindo Lot com sua família. Entre Betel e Ai ele levanta um altar e ali invoca o nome de Adonai. Neste mesmo lugar, anos depois Jacó também levanta um altar com pedras em Betel.

Muitas vezes passaremos pelos lugares que os nossos antepassados passaram física ou espiritualmente, porém o  bom e o ruim dependem dos altares que foram levantados.
Começam a acontecer algumas dificuldades na caminhada entre Abraão e Lot, não entre eles mas, entre os seus pastores. Abraão sem querer perder tempo com aquela situação se separa de seu sobrinho, para evitar mais atritos.
Abraão é um homem muito digno, valorizando valores familiares acima de bens materiais, ele faz a proposta para Lot escolher a direção para qual deseja ir; Abraão ensina uma lição que posteriormente é ensinada por Rabino Paulo: o amor não busca seus interesse. Abraão não buscava interesses próprios e sim encontrar a elevação de sua alma.
Lot por buscar seus interesses, escolhe de acordo com sua ganância as planícies de Sodoma e Gomorra, um lugar maravilhoso porém, de pessoas malignas. Lot foi e habitou naquelas terras .
Às vezes imaginamos que nossas escolhas são as melhores, porque o presente mostra uma bela campina verde e nem imaginamos que iremos mudar a rota do nosso destino, que nossa genealogia ficará comprometida nas próximas gerações.

Logo depois da saída de Lot, o Eterno torna a retificar a promessa a Abraão sobre seus descendentes, ele chega nas planícies de Mamré em Hebrom e constrói um altar ao Eterno, e deixa um ensinamento que sempre devemos levantar altares de louvor a HaShem. Esses altares exaltam o nome de Adonai na terra, pois no céu Ele é exaltado.

No cap. 14 Abraão sai da fome e entra em guerra, que motivo teria D-us para levar Abraão a passar por todas essas situações, senão o transformar num justo diante de uma terra cheia de defeitos, porque é nos problemas que estão as soluções e crescimento com D-us. Adonai apresenta um modelo da terra de Israel que por si só, esta terra não prometia nem fartura muito menos paz, porém o segredo desta terra para adquirir fartura e paz existiria se esses moradores tivessem consciência que esta terra era de grandes desafios espirituais, se entendessem que viver nela estava ligado às leis da justiça divina. Daí então aconteceriam milagres e a terra estaria segura, protegida e com muita fartura.
D-us dá a vitoria para Abraão com 318 homens que não eram treinados para guerra, mas que tiveram coragem de enfrentar o desafio daqueles reis que estavam unidos para dominar e Abraão na força de Adonai com 318 homens nascidos na sua casa recuperou não apenas Lot mas todos e os bens. Esse acontecimento era a concretização plena de objetivo que levaria seus descendentes a continuarem firmes na história, vencendo seus inimigos mesmo que pareçam ser poderosos.

Todas as vezes que D-us nos fizer promessas devemos estar alertas, pois essas promessas se cumprirão conforme nossas ações e fé vão se desenvolvendo diante das situações que nos cercam e desafios que vivemos todos os dias.
No cap. 15, após todos esses acontecimentos, D-us aparece a Abraão em visão dizendo: “Não temas, Eu sou teu escudo e tua recompensa é muito grande”, ele se via envelhecendo sem descendentes, imaginando que deixaria tudo pra Eliezer, D-us diz você terá um herdeiro. “Abraão confiou em D-us e ele o considerou como integridade.” D-us dá a revelação de sua raiz genealógica da escravidão e liberdade que seus descendentes viveriam, que seria um ciclo de 400 anos contando já daqueles anos de Abraão.
Muitas coisas que conquistamos não são para nós e sim para as gerações que virão.

D-us está com a promessa nas gerações, se formos fiéis Ele nos dará sempre seu livramento, como disse Abraão tu morrerá em boa velhice isso aconteceu.

No cap. 16 Abraão já estava há dez anos vivendo em Canaan, estava com 85 anos de idade e Sarai não tinha tido filho e tem a idéia que marcaria também a geração com dor, Hagar a egípcia teve um filho o qual chamou Ismael, ali é determinada uma sentença: “Ele será rebelde, sua mão estará contra todos, e a mão de todos contra ele. E habitará perto dos seus irmãos.”
Não significa que D-us determina uns pra serem bons e outros ruins, mas é forma como o homem muitas vezes comanda seu destino e a vida toma rumos por si só que um fato real a ser assumido .
Era óbvio que Ismael seria rebelde por causa  da forma como foi gerado, quando havia uma aliança com a herança de Abraão precisamos ter cuidado com a herança que temos e qual a nossa promessa dentro daquela herança, até hoje os irmãos estão em guerra. Essa guerra foi estabelecida nesta ocasião em que Sarai decide dar sua serva para gerar antes dela.
No cap. 17 Abraão estava com 99 anos, ele tinha amadurecido, sua fé era uma realidade e não uma sombra, D-us se apresenta mais uma vez e diz para ele  andar na perfeição e muda seus nomes. Mudança de destinos Abrão passou a chamar-se Abraão e Sarai, Sara como pai e mãe de multidões de povos. D-us fala da bênção de multiplicação através das gerações, esta aliança foi estabelecida na carne com o povo judeu através da circuncisão, com as outras nações seria uma circuncisão espiritual, no coração, mas eles seriam o povo eleito da Torá e todos que pertencessem a eles comprados com dinheiro seria circuncidado.
Em Heb 11:8 a 12 Abraão confiou em D-us obedeceu, e saiu sem saber aonde estava indo. Ele esperava ansiosamente pela cidade que tem fundamentos permanentes, mesmo com idade avançada, Abraão levantou um estandarte de uma nação para abençoar as nações da terra, peregrinou na terra para estabelecer uma fé, venceu reinos, superou suas fraquezas, mudou a historia de seus descendentes.
Um sábio disse a seu aluno “Se tiveres um dia que escolher entre o amor e o mundo,  pense bem! se escolher o mundo perderá o amor, se escolheres o amor ele ganhará o mundo .”
Foi o que aconteceu com Abraão, ele preferiu escolher o amor e ganhou na sua geração, o que o judeu é hoje é mérito deste homem. Uma nação que pode se dar ao luxo de ter 130 Prêmios Nobel, este homem ganhou o mundo.
Baruch Hashem,
Aprendiz da Torá, Jucy.

 

 

 

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Nôach – Estudo da Torah

Parashá Nôach

Bereshit | Gênesis 6:9 a 11:32

Tehilim | Salmos 29
Haftará: Yeshaiahu | Isaías 54:1-16 e 55:1 a 5
Brit: Matityahu | Mateus 24: 36 a 46

 

09. Estas são as gerações de Nôach. Nôach foi um homem justo, perfeito nas suas gerações; com D-us andou Nôach.
10. E Nôach gerou três filhos: Shem, Cham e Iéfet.
11. E corrompeu-se a terra diante de D-us, e se encheu a terra de roubo.
12. E D-us viu a terra, e eis que estava corrompida; porque tinha corrompido toda criatura, o seu caminho sobre a terra.
13. E disse D-us a Nôach: ‘O fim de toda criatura veio perante mim, porque se encheu a terra de roubo por causa deles e eis que farei perecer juntamente com a terra.
14. Faz para ti uma arca de madeira de cipreste, compartimentos farás na arca e a untarás por dentro e por fora com betume

Quando a Torah se refere a Nôach como um homem justo e íntegro em suas gerações ela se refere aos atributos de caráter de um homem que se destacou com atos de bondade numa das piores gerações, em que os homens tinham se rebaixado ao pior nível humano, se é que podemos chamar mesmo de humano, onde reinavam a perversão sexual, a bestialidade, o latrocínio, a imoralidade e promiscuidade, onde segundo o próprio D-us, o roubo tinha enchido a terra.

De acordo com nossos sábios, em Midrash Kohelet Rabá 1:13 “num cesto de pecados , não há um que incrimina tanto quanto o roubo”. Era uma geração que roubava sonhos, boas perspectivas e roubava inclusive a dignidade e a honra do próximo.

Nôach deixou como principal herança, não os seus filhos, mas as suas obras boas que ficaram registradas na nossa história e que fazem a boa diferença até os dias atuais. Ele manteve a sua dignidade e a sua integridade. E podemos entender como boas obras o resultado de sua possível humildade, amor, misericórdia, zelo, generosidade, verdade e temor a D-us.

 

11. e se encheu a terra de roubo.

O termo aqui empregado para roubo é Hamás, traduzido como violência, idolatria, incesto e homicídio.

Bem, Nôach era um homem que segundo a própria Torah andava com D-us, era diferente daqueles de sua época, tempo este que estava assolado pela crueldade.

Quando D-us “arrependeu-se“ de criar o homem, isso certamente incluía Nôach e sua família, mas havia alguma coisa que chamava a atenção do Eterno e que via um diferencial naquele homem, que num meio totalmente corrompido pelo mal não havia sido maculado pelo ambiente de discórdia e falta de todos os atributos que fazem parte do caráter divino.

O ingrediente principal que salvou Nôach e sua família do dilúvio foi o que está em Bereshit 6:9 e 7:1 – “E estabelecerei Minha aliança contigo.” E “Vi que eras justo diante de Mim nesta geração”, enfim, Nôach encontrou Chêssed, a Graça a e a Misericórdia divinas.

Envolto por um ambiente de Hamás (violência e crueldade) ele era um Tsadik, um homem justo. Segundo a Psicologia dos Justos, “a crueldade é o oposto de misericórdia, como está escrito: ‘Eles são cruéis e não tem compaixão alguma’. (Yermiyahu 50:42) A crueldade integra o caráter daqueles cujo sangue se assemelha ao dos leões, o que os faz querer atacar as criaturas e rasgá-las aos pedaços. Quando pessoas como estas se zangam, qualquer traço de piedade que possam ter em seus corações se minimiza ao máximo, cedendo lugar ao sentimento de selvageria que aflora e deseja destruir tudo o que vê pela frente. “

Quando D-us anuncia o Dilúvio, manda que Nôach saia da sua zona de conforto e ordena que construa a arca, D-us deseja na verdade arrancar o mal de sobre a terra e purificá-la da maldade num grande mikvê, este foi sem a menor sombra de dúvidas, o maior tanque batismal, que purificaria a terra.

A pureza além de física era também espiritual,  foram 40 dias de chuvas ininterruptas, por isso a mikvê precisa de 40 medidas de água para que seja kosher. Sabemos que o número 40 representa purificação, limpeza, mudança. Alguns sábios defendem a idéia de que a vida recomeça e se recria aos 40 anos, até aí existe a idéia da completude de um ciclo, completou-se um ciclo com os 40 dias chovendo sobre a terra. O dilúvio foi de fato, um divisor de águas para a humanidade, que estava corrompida, não tinha atingido níveis superiores espirituais, não havia se aproximado do Eterno, e agora precisava de uma drástica mudança. Era necessário mergulhar o mundo nas águas do mikvê para que ficasse para trás o estado anterior de corrupção e maldade. De acordo com o Chabad: “Quarenta representa a realização de um modo ou maneira de ser completo, e quando a pessoa passa pelo número quarenta, deixa este modo para trás e entra num nível completamente diferente… num outro mundo…”

Finalmente, podemos dizer que Nôach completou o trabalho que lhe fora confiado pelo Eterno, foi um agente na purificação do mundo, salvou a si e a sua família, simplesmente por obedecer a D-us e teve abençoado o trabalho de suas mãos.  Que alcancemos esse favor diante de HaShem: ten berachá bemaassê iadênu – bendiz o trabalho de nossas mãos. Que encontremos Graça e Misericórdia diante de D-us, e que sejamos responsáveis, coautores de um Mundo Novo e que apressemos o retorno do Mashiach, que busquemos a verdade, a bondade e a justiça e que como Nôach, sejamos referencial em nossa geração.

B”H!

Sarah Esther

PARASHOT ,

Sukot – Festa das Cabanas – 5772

ÁLBUM DE FOTOS, FESTAS BÍBLICAS , , ,

Bereshit – Estudo da Torah

Shabat Bereshit


Bereshit | Gênesis 1 a 6:8

Tehilim | Salmos 139

1. No princípio criou D-us os céus e a terra.
2. E a terra era vã e vazia, e havia escuridão sobre a face do abismo, e o espírito de D-us se movia sobre a face das águas.
3. E disse D-us: “Seja Luz!” E foi Luz.
4. E viu D-us a Luz que era boa; e separou D-us entre a Luz e a escuridão.
5. E chamou D-us à Luz, dia, e à escuridão chamou noite; e foi tarde e foi manhã, dia um.

Devemos ser gratos a D-us por mais uma vez nos conceder a bênção de renovarmos o ciclo de nossos estudos e neste Shabat Bereshit, Shabat do Princípio, da Criação, podermos voltar ao princípio de tudo, da dignidade, da humildade, do amor, da humanidade, da reverência ao Eterno, ao amor incondicional e, agir junto com D-us, como parceiros criativos no processo de reconstruir a nossa história, sermos luz em meio à escuridão, sermos árvores com um corpo frondoso, saudável e bonito à vista, estarmos enraizados numa terra fértil, buscando a melhor fonte para o nosso sustento, e sobretudo produzirmos frutos que sejam agradáveis a HaShem e que se multipliquem atraindo outros, para que, por fim, sejamos verdadeiramente humanos, à imagem e semelhança do nosso Criador.

B”H!

Seja Luz!

Não é uma tarefa fácil ser Luz num mundo tão corrido, violento e competitivo, onde as pessoas brigam e lutam umas contra as outras no afã de serem melhores ou maiores, onde as relações são tão líquidas e efêmeras, onde tudo se desfaz numa velocidade absurda e sem o mínimo de compromisso e responsabilidade. Mas, quando nos sujeitamos à vontade de D-us nós nos esbarramos num dos elementos da Criação que é uma das jóias mais preciosas dos tesouros de D-us, e eu quando bem aproveitada e usufruída, é fonte de bênçãos, alegrias e discernimento incalculáveis e inimagináveis. O Shabat é um dos grandes mistérios da Torah e, quando mergulhamos em suas águas, somos levados a conhecer e desfrutar das diversas faces da Torah.

Uma vez que estamos expostos a essa riqueza, somos agraciados com conhecimento, entendimento, sabedoria e discernimento, atributos que reforçam o poder de gerar Luz e atrair tantos outros com o grande amor de HaShem.

Segundo o rabino Nardella Dellova, o nosso movimento em direção à Torah acende luzes, e este movimento deve ser um exercício diário e constante.

Percebemos com a leitura dos primeiros passukim (versículos) de Bereshit, que a Criação é formada por vários níveis distintos entre si e com caráter crescente e sucessivo. Num plano mais próximo de nós, temos a terra, o mar, as árvores, frutos, os animais, o homem e o Shabat; em outras palavras, um reino mineral, sem qualquer sinal ou manifestação de vida, seguido pelos vegetais que já apresentam uma diferença bastante considerável, apresentando crescimento, desenvolvimento e produção. Em um nível mais elevado está o reino animal, estes movimentam-se, comem, se relacionam, geram sons, enfim, possuem características bem diferentes dos níveis anteriores.

Já o humano, imbuído da alma em sua expressão máxima, tem a possibilidade de realizar todas as funções dos outros níveis e ser parceiro de D-us e agora, agente criador e transformador.

Ao cumprirmos o Shabat, nós declaramos que confiamos total e absolutamente em D-us e demonstramos nossa gratidão por não sermos mais escravizados e podermos descansar tanto o nosso corpo quanto o nosso espírito. O Shabat é a coroa da criação, é a fonte da nossa alma complementar. Depois da correria diária de nossa vida agitada, é no Shabat que encontramos a fonte para nos reabastecer e levarmos adiante a obra que o Eterno confiou a cada um de nós.

Êxodo 31:16 – E guardarão os filhos de Israel o Shabat para fazer do Shabat por suas gerações, uma aliança perpétua.

Há uma frase de Emerson que nos chama, enquanto “humanos” de universos em miniatura. Mas ao lermos o processo criativo de HaShem, com um olhar mais crítico sobre nós mesmos, nós não reconhecemos a completude da criação em nós, não encontramos a plenitude dos elementos da criação em nosso contexto, tendo em vista que a obra da criação foi perfeita, mas muitos desses atributos foram se perdendo nas estradas ao longo da vida, enquanto deveríamos procurar o caminho correto. Segundo nossos sábios: “O mundo não está concluído, nós o estamos concluindo”.

Os nossos atos de bondade, o cumprimento das mitsvot e o amor e temor a D-us, têm o poder de transformar um mundo sem forma e vazio num mundo pleno, um mundo de caos em um ambiente de Shalom! E que por fim, o Eterno se agrade e declare:

É muito bom!!!

B”H!

Sarah Esther

PARASHOT, SHABAT , ,

Você deve ser íntegro com Adonai teu D-us!

Você deve ser íntegro (Tamim) com Adonai teu D-us:

תָּמִים תִּהְיֶה עִם יְהוָה אֱלהֶיךָ

Tamim tiheié im Eloheichá Adonay

(Deuteronômio 18:13).

Por Beny Zahav

No Sefer Torá (isto é, os Rolos de Torá), a primeira letra da palavra Tamim (integro – perfeito) é escrita com uma letra ‘extragrande’ no fim para enfatizar a importância da palavra.

Observe também a pequena palavra ‘com’ (עִם) que se segue neste versículo. Isto aponta para Miquéias 6:8:

‘O que é bom e o que Adonai exige: pratique a justiça (Mishpat), ame a graça (Chessed) e ande humildemente!

(Hatznea lechet) com o seu D-us. (Miquéias 6:8)

Humildade começa com a consciência de que:

1º) há um e Um só D-us.

2º) e você não é ELE….

Isto é a prática de ‘saber diante de quem você está’ e viveremos a nossa vida à luz da verdade fundamental.

A palavra hebraica Tamim (תָּמִים) significa ‘Perfeito’, ‘sem defeitos’, ‘concluído’. (Tamim é o plural de Tam)

Por exemplo; Tamim é usada para descrever a conclusão dos anos (Genesis 47:18); para os sacrifícios de animais sem defeito (Levitico 22:21-22); inteiro (Ezequiel 15:5); discurso integro (Amos 05:10); termino de projetos (1º Reis 06:22); e assim por diante.

Em nosso relacionamento com D-us, Tamim significa ser ‘inteiro’ no sentido de ser sincero, integro e ‘totalmente empenhado’, com D-us neste mundo.

וְיַעֲקב אִישׁ תָּם

Ve’Yaákov ish TAM

E sendo Jacó um homem sem defeito (integro) = Genesis 25:27

O Salmo 119 começa assim: ‘Felizes são aqueles cujos caminhos são íntegros (Tamim), que andam na Torá de Adonay. ’

אַשְׁרֵי תְמִימֵי־דָרֶךְ הַהלְכִים בְּתוֹרַת יהוה

Ashrei temimei darech, haholechim be’torat Adonay = (Salmo 119:1)

Aqui vemos que; ‘caminhando na Torá do S-nhor (Torat b’Adonay  – בְּתוֹרַת יהוה) é o meio pelo qual somos capazes de andar humildemente com D-us.

O estudo e, em seguida, a prática da Torá, ajuda-nos a nos tornar Tamim: íntegros, inteiros e empenhados em D-us. Andando na verdade de D-us também nos faz feliz – Ashrei (ou seja, Me’ushar:  מְאֻשָּׁר que vem do verbo hebraico que significa ‘andar adiante’).

Enquanto nós andamos na verdade de D-us, nós começamos a experimentar uma paz interior e um senso de alegria constante…  (isto não significa que não teremos aflições ou contratempos)

As Escrituras nos ensinam que uma ‘pessoa indecisa’ é instável em todos os seus caminhos (Tiago 1:8).

A palavra grega traduzida para ‘indecisa’ é dipsuchos (Δίψυχος), uma palavra formada do δίς, ‘dupla’ e ψυχή, ‘alma’.

A palavra grega descreve a condição espiritual de ter “duas almas” que ambas querem coisas diferentes ao mesmo tempo.

É, portanto, um estado de contradição interna, de ter duas mentes separadas segurando pensamentos contraditórios. – ‘Por quanto tempo vocês irão mancando entre duas opiniões?’ (1º reis 18:21) –

Observe que a palavra traduzida ‘mancando’ é a palavra hebraica Posechim (פּסְחִים), da mesma raiz da palavra Pessach (i.e., pasach:  פָּסַח): ou seja; Quanto tempo nós vamos passar de uma coisa para outra? Quanto tempo nós vamos jogar “panos quentes” com nossos compromissos?

Ter uma mente indecisa nos faz ‘instável em todos os nossos caminhos’.  A palavra grega usada para descrever sendo ‘instável’ (ἀκατάστατος) é a mesma palavra usada para traduzir ‘sendo arremessado e a chacoalhado por uma tempestade’.

Tipo em Isaias 54:11 (LXX)- A imagem de um navio sendo chacoalhado nas ondas do mar, um estado de aflição e perigo, sem conforto.

Curiosamente, a descrição do ser ‘não confortado’ em hebraico é lo nuchamah (לא נֻחָמָה), que vem da própria palavra traduzida como “em remorso” ou “lamentar” (nacham).

“Quando estamos com “duplo espírito”, nós somos “chacoalhados na tempestade” e não é possível experimentar o conforto que vem do verdadeiro arrependimento. Nós somos como ‘uma onda do mar que é movida e jogada pelo vento pra qualquer lugar’- (Tiago 1:6).

Por outro lado, a unicidade da visão concentra a vontade e produz ‘totalidade no coração’, convicção, estabilidade, paz interior (Shalom) e o caráter genuíno.  - Tenho posto Adonay continuamente diante de mim; porquanto ele está à minha mão direita, não serei abalado.  (Salmo 16:8).

שׂויתי יהוה לנגדי תמיד

Shviti Adonay Le’neg’di Tamid

Tenho posto Adonay continuamente diante de mim = (Salmo 16:8).

Alguém poderia perguntar: como parar de ter uma ‘mente inconstante’? Esta é a essência do problema, não é? Como podemos parar de “duas mentes”, enfrentando essa ambivalência de ambos querendo e não querendo algo?

Em outras palavras, como nós arrepender – tanto no sentido de “mudar nossa maneira de pensar” (metanoia) e no sentido da pratica de ir voltando para D-us (Teshuvá)? Como podemos encontrar essa unicidade de coração que “deseja uma coisa só”?

O antídoto para uma “mente inconstante” consta explicitamente nas Escrituras: ‘aproxime-se de D-us e ELE irá aproximar-se você (ἐγγίσατε Τῷ θεῷ καὶ ἐγγιεῖ ὑμῖν)… ’ (Tiago 4:8).

Observe que o verbo usado nesse versículo (achegar-se!) significa chegar perto o suficiente para tocar alguém ou algo. Compreendendo nesta luz. Somos encorajados a chegar tão perto de D-us que somos capazes de “tocar-lo” – e ser tocado por ELE também. Chegar perto de D-us é a maneira que D-us chegara próximo de você…

Em termos práticos, aqui estão algumas coisas específicas que podemos fazer para “chegarmos próximo de D-us”.

Primeiro nós podemos simplesmente rezar (orar, como queira) e fervorosamente clamar a D-us para obter ajuda. D-us não é indiferente ao nosso sofrimento e prometeu dar-nos seu Santo Espírito para nos ajudar.

Mas a verdadeira oração exige honestidade e confissão (ὁμολογία), concordando com a verdade sobre o que significa sua condição. Isso significa, entre outras coisas, identificar os seus erros.

Na verdade, a palavra homologeo (ὁμολογέω) significa literalmente ‘dizer a mesma coisa’ – a partir de Ὁμός (mesma) e λόγος (palavra).

Há pouca utilidade tentando fingir diante de D-us ou racionalizar sua própria inconstância diante DEle. D-us sabe a condição do nosso coração!

Em segundo lugar, nós vigorosamente devemos desafiar idéias que tentam seduzir-nos para longe da verdade e assim dividir nossos afetos.

Temos de aprender a levar “cativo todo pensamento” para o Messias e estar em guarda para as apelações sutis comprometedoras (2º Coríntios 10:5).

Se nós nos encontramos um estado de duvida recorrente, temos de examinar as subjacentes suposições que estão disseminando no nosso pensamento.

Se nós formos mais fundo no nosso coração, nós ficaremos susceptíveis de descobrir que duvidamos que D-us cuida de nós ou que nós estamos com medo de que D-us não atenderá às nossas necessidades.

Devemos, portanto ir contra tais suposições e revelar a verdade pra nós mesmos. E isso significa regularmente estudar as Escrituras Sagradas para nos lembrarmos sobre o que é real em vez do que é ilusório.

Podemos então aprender a olhar a vida como ela realmente é – um ‘vale da decisão’, um corredor que irresistivelmente leva ao mundo que virá (Olam HaBá – Milênio e Eternidade).

Cada alma é uma viagem para se encontrar com O ETERNO… para O Julgamento… D-us não nos deixa ou deixará desconsolados ou desamparados. ELE prometeu para nunca deixará nem abandonará aqueles que confiam NEle.

Em terceiro lugar, praticamos a nossa fé (ou seja, fidelidade) ao praticar o estudo da Torá, observar e guardar o Shabat (e as outras Festas apontadas por D-us), desfrutar comunhão com outros crentes, fazer Tzedaká (caridade – justiça)… Ensinar as Mitzvot (mandamentos) pra outras pessoas e etc.

Estas são as Mitzvot (mandamentos) de nossas vidas, as “obras de amor” (João 15:12).

Nossa fé não é “viagem de cabeça” ou um exercício intelectual:

Sobre três coisas o Universo é fundado: ‘Sobre o estudo da Torá e a adoração a D-us e em atos de bondade. ’

Em última análise, ‘ A salvação é do S-nhor’ e o quebrantamento do coração é um dom de D-us para nós…

‘Felizes os pobres (πτωχός) em espírito’. Esta palavra ilustra alguém agachado como um mendigo impotente, totalmente dependente de D-us para obter ajuda.

Se você está lutando, peça a D-us para ajudá-lo a você desistir da “doença do seu coração” e entregá-la para ELE… É o que ELE faz, não você em si, o que salva…

Só D-us verdadeiramente muda o coração de uma pessoa.

O arrependimento é um milagre dos céus dado a nós, pessoalmente…

Boas Festas… Rosh Hashaná, Yom Kipur e Sukot!!!

BENY ZAHAV, FESTAS BÍBLICAS , , , , ,