Parashá Vayshlach

(E enviou)

"Parashá" ( Estudo Semanal) – Vayshlach (E Enviou...)

Gen. 32.4 – 36.43

Haftará – Os.11.7 – 12.12

Nova Aliança – 1 Coríntios 5.1-13 Ap. 7.1 – 12

 

No nosso comentário deste Shabat gostaríamos de falar sobre duas partes especificamente.

 

A primeira seria o encontro entre Jacó e Esaú detalhado de 32.4 até 33.4. Sem dúvida Jacó tem muito a temer do seu irmão, lembrando os eventos da sua juventude. Vemos então que Jacó está até disposto a sacrificar parte do que ele tem, não apenas bens materiais, mas também parte da sua família, se o irmão dele chegava em trem de guerra, tentando cobrar de Jacó as ofensas feitas no passado.

 

Ao mesmo tempo, tentando acalmar essa ira que ele pressupõe no coração de Esaú, ele envia à sua frente ofertas de paz, na moeda da época, ou seja, um rebanho respeitável de animais escolhidos e de qualidade.

 

Na verdade, vemos que apesar de toda a bondade de Ha Shem para com ele, ficou ainda em Jacó um pouquinho de.... falta de Fé. Triste, não é verdade?

 

Jacó ora a Ha Shem (32.10 – 13) pedindo a Sua ajuda, mas ao mesmo tempo toma uma série de disposições, algumas delas até poderíamos dizer terríveis, está disposto mesmo a sacrificar parte das suas esposas e seus filhos, ou seja parte da sua família mais próxima...

 

Também já vemos aqui como ele dá preferência a Rachel e a José, ao coloca-los na parte mais protegida da tribo.

 

Eis aqui que ao ter que enfrentar o que acreditamos ser perigos muito grandes, se a nossa Fé fraqueja, realizamos atos que refletem, simplesmente, covardia.

 

Deixemos bem definido este conceito - orar a Ha Shem e pedir a sua ajuda em momentos difíceis obviamente é perfeitamente válido, ao ser nosso Máximo Protetor, mas devemos acompanhar essa oração atuando com decisão e firmeza na nossa resposta a esses perigos, sejam físicos ou sejam espirituais.

 

Se mostramos medo e fraqueza, se estamos dispostos a que outros corram riscos por nossa causa ou em nosso lugar, estamos, muito simplesmente, fraquejando na nossa Fé...

 

O segundo comentário deste Shabat é sobre o capitulo 35.

 

Basicamente, parece à primeira vista uma narrativa histórica apenas, marcando a continuação da peregrinação da tribo por lugares que o povo já conhecia ainda da época de Abraão – Beith El, Kiriat Arba (Hebron), até chegar ao pai de Jacó, Isaac e acompanha-lo na sua velhice.

 

Mas vemos que, antes de continuar o seu caminho, nos versículos 2 a 4, a instrução é "livrem-se dos deuses estrangeiros, purifiquem-se e vistam outras roupas...." e esses deuses estrangeiros serão entregues a Jacó, que os enterra sob uma arvore perto de Shichem. (35.4).

 

Ou seja – a tribo de Jacó ainda levava os deuses pagãos, as imagens, que Rachel tinha pego do pai, e a idolatria ainda existia entre eles!

 

Vemos aqui mais uma vez, desde o bezerro de ouro, o fio da fraqueza espiritual que se revelou ao longo da história do povo de Israel. Nessa fraqueza, muitas e muitas vezes esse povo, essa nação, mesmo já constituída, volta uma e outra vez a cair na idolatria, sempre com os mesmos resultados nefastos...

 

Podemos voltar a recorrer os passos de nossos pais ou nossos mestres, chegar aos mesmos lugares de adoração e de louvor no campo do espiritual – mas, antes de mais nada, devemos enterrar para sempre os falsos deuses, todo tipo de idolatria que ainda possuímos no nosso interior...

 

Ou, muito simplesmente, não chegaremos a lugar nenhum...

 

Shabat Shalom!

 

Rabino Yehuda Hochmann (Ben Haim)

 

Beer Sheba, Deserto do Neguev, Israel.

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