Parashá Miketz

(Ao fim de...)

"Parashá" (Estudo Semanal) – "Miketz" (Ao fim de....)

 

Gen. 41.1 - 44.17

 

"Haftará" – 1 Reis 3.15 – 4.1

 

Nova Aliança – Atos 7.9 – 16

 

Na primeira parte do estudo desta semana, vemos como a fé de José vai, finalmente, o liberar da prisão, e, interpretando os sonhos do Faraó, de um escravo e prisioneiro passar a ser o Regente do Egito, todo poderoso.

 

A Fé – ao fortalecer a nossa perseverança – pode nos liberar de prisões que às vezes nem são físicas, e sim espirituais...

 

Talvez seria interessante remarcar no estudo deste Shabat um fato que passa as vezes desapercebido, mas que tem importância histórica, não teológica.

 

Vimos no estudo da semana passada que Judá teve relações com uma cananeia (a filha de Shua...Gen. 38,2) que lhe deu três filhos, e no final a nora dele, Tamar, engravidou dele, fazendo –se passar por prostituta de culto cananeio (Gen. 38, 15 – 19).

 

Se lembramos que a esposa de Moisés era midianita, e no estudo de hoje vemos que José recebe do Faraó uma esposa egípcia (Osnat, filha de Porti Fera, sacerdote de ON, Gen. 41,45), eis que uma coisa fica bem clara na narrativa da Torah – naquela época a linha genética era a linha paterna, e era considerado um israelita o filho de um homem israelita, mesmo se a mulher não fosse sua esposa (ex: escravas de Lea e Rachel...).

 

Não só que isso era o contrário de hoje, já que hoje um judeu é considerado como tal se a mãe é judia, mesmo se o pai não for (linha genealógica materna), mas também trazia, muitas vezes, elementos de idolatria dentro do povo de Israel, e vemos no estudo da Torah que esses elementos de idolatria nunca deixaram de estar presentes, de um jeito mais fraco ou mais forte na história... infelizmente.

 

Gen. 38 é apenas um exemplo, e ao longo do estudo da Torah a idolatria vai aparecer, uma e outra vez, de formas diferentes...

 

A partir do Capitulo 42 chegamos à narrativa do encontro dos irmãos com José... e o que vemos a princípio é que eles nem o reconhecem.

 

Até que ponto as aparências de uma pessoa podem nos confundir?

 

Nem sempre se trata, como no caso de José, o resultado das roupas e da posição, mas também é o resultado, lógico, do passar do tempo.

 

Os irmãos, obviamente, não reconhecem nesse poderoso governador egípcio, com toda a sua corte de servidores em volta, o rapazinho que venderam como escravo aos ismaelitas muitos anos antes e isso é muito lógico.

 

Mas, tantas e tantas vezes nos dias de hoje, as pessoas se guiam pelas aparências, e muitas vezes vemos que aquele que aparece vestido com terno e gravata recebe sinais de respeito das pessoas em volta, e outra pessoa que veste muito simples não é considerada como pessoa importante ou de qualidade...

 

É fácil também assumir atitudes de "gente importante", e muitos caem nessa tentação – vemos que José, no início, vai agir com os seus irmãos por esse caminho, mostrando a eles como o que fizeram foi errado e até, muito humanamente, fazendo que caiam em ciladas e situações desagradáveis, antes de, finalmente, se apresentar como quem ele é na verdade.

 

Uma triste realidade em muitas comunidades de hoje é ver que o líder ou lideres acham que ao liderar o importante é a fachada, o terno e a gravata o fazem se sentir "diferenciado", e o conceito "liderança" vira "ostentação"...

 

O estar melhor ou pior vestido não faz um líder, obviamente, e não faltam verdadeiros líderes de comunidade que se apresentam com paletó e gravata, simplesmente por estar corretamente vestidos dentro dos parâmetros sociais do lugar – mas não deixam que as vestimentas tomem conta da sua atitude...

 

Como já dizíamos muitas vezes, o importante não é a embalagem, e sim o conteúdo...

 

Gostaríamos de fechar o nosso o comentário deste Shabat com mais um ponto interessante na "parashá" – o arrependimento dos irmãos de José.

 

A "parashá" nos ensina também que o caminho ao arrependimento de atos errados, de situações nas quais agimos equivocadamente, esse caminho pode muitas vezes ser difícil, complicado e mesmo bem desagradável... até que sejamos capazes de entender o que fizemos errado ou de má fé e poder corrigir aquilo, reconhecendo os nossos erros e mostrando um verdadeiro arrependimento...

 

Muitas vezes o dano causado é irreparável, e isso, com certeza, é pior ainda....

 

Sempre é bom lembrar, então, até que ponto devemos apreciar corretamente o que vamos fazer em situações determinadas, para não causar danos a outros e não chegarmos a momentos difíceis semelhantes aos que tiveram que passar os irmãos de José até chegar ao arrependimento e a autocrítica que segue depois, o que nunca é fácil, com certeza...

 

Shabat Shalom!

 

Rabino Yehuda Hochmann (Ben Haim)

 

Beer Sheba, Deserto do Neguev, Israel.

SOBRE NÓS
LOCALIZAÇÃO

Ligar (75) 3421-9547

 

Avenida Dr. Dantas Bião, 759, Alagoinhas Velha

Alagoinhas - Ba

 

tphesedh@hotmail.com 

CONECTE-SE

© 2018 por Tabernáculo Profético Hesedh.